quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A História do Pretinho Básico

       




     Sim, nós devemos muito a mademoiselle Chanel... Ela dizia que sempre soubera do poder do pretinho básico antes de qualquer outro e ela estava certa. Existe uma história muito curiosa, mais ou menos assim.... Ao ver mademoiselle Chanel vestida com um de seus modelos, Paul Poiret aproximou-se e perguntou... "A senhora está de luto?" Ela respondeu alegremente..."Sim. Por você, meu senhor. " 

     O pretinho básico existe há séculos, mas até então era apenas uma peça prática e solene. Atualmente, é símbolo de poder e sensualidade. 

     O surgimento do que hoje chamamos de "pretinho básico" data de 1926, ano em que a revista "Vogue" publicou uma ilustração do vestido criado por Chanel - o primeiro entre vários que a estilista iria criar ao longo de sua carreira.



      Antes dos anos 20, as jovens não podiam usar preto e as senhoras o vestiam apenas no período de luto. A década de 30 começou com a grande depressão, resultado da quebra da Bolsa de Valores de Nova York, e terminou com a 2ª Grande Guerra. Além de estar fora de moda a ostentação, as mulheres estavam saindo para trabalhar fora de casa. Nesse cenário, as roupas para o dia tornaram-se mais sérias e o vestido preto se mostrou perfeito para a nova mulher que surgia.

     Apenas em 1947 o vestido preto se transformou, ano em que o estilista francês Christian Dior lançou o seu New Look, um novo estilo de roupas, com cinturas apertadas e quadris avantajados, valorizando as formas femininas. O uniforme dos anos 50, que se espalhou pelo mundo, era um vestido preto, com golas e luvas brancas, usado com um colar de pérolas, sapatos coloridos e uma estola de pele. Acabou assim, junto com a guerra, o modo simples e econômico de se vestir.

     O pretinho tornou-se realmente famoso nos anos 60 e início dos 70. Chique, usado por Jacqueline Kennedy, elegante e feminino no corpo de Audrey Hepburn, no filme "Bonequinha de Luxo", de 1961, cujo figurino foi criado pelo estilista francês Hubert Givenchy, e descontraído, feito de crochê, na pele da atriz Jane Birkin, em 1969.


     Após a moda psicodélica da década de 70, a cor voltou para disputar poder com os homens, nos anos 80. Preocupadas com o sucesso profissional, as mulheres precisavam de uma roupa simples e elegante, que fosse a todos os lugares. Mais uma vez, o vestido preto se tornou a melhor opção.

     Nos anos 90 ele continuou sendo uma peça básica do guarda-roupa feminino, feito com os mais diversos tecidos, do modelo mais simples ao mais sofisticado, usado em todas as ocasiões e em todos os horários.
 
    Por tudo isso o vestido preto se tornou o grande clássico do guarda-roupa feminino, aquele que até hoje, garante as duas características básicas ao mesmo tempo - simplicidade e elegância.



Fonte (texto): Moda Almanaque da Folha





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